Maduro diz que Venezuela tem 5 mil mísseis russos contra os EUA

Segundo Maduro, os EUA enviaram navios, aviões, um submarino e tropas ao Caribe.


O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou na quarta-feira (22) que o país possui 5.000 mísseis antiaéreos portáteis de fabricação russa para se defender do que classificou como uma “ameaça militar dos Estados Unidos”.

De acordo com o líder venezuelano, as Forças Armadas americanas enviaram ao Mar do Caribe navios de guerra, aeronaves, um submarino e centenas de militares. Desde 2 de setembro, as forças norte-americanas vêm bombardeando embarcações que classificam como “narcoterroristas”. Maduro descreveu essas operações como “ameaça e assédio”, afirmando que o objetivo dos EUA seria derrubar seu regime.

“Qualquer força militar do mundo conhece o poder dos Igla-S. A Venezuela tem nada menos que 5.000 Igla-S em postos-chave da defesa antiaérea para garantir a paz”, afirmou Maduro em ato transmitido pela televisão, ao lado de integrantes do alto comando militar.

O Igla-S é um sistema portátil de defesa antiaérea utilizado para abater aeronaves em baixa altitude. O armamento já foi testado em exercícios militares ordenados por Maduro em resposta à presença militar americana. Na noite de terça-feira (21), as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam uma embarcação próxima à costa da América do Sul, no Oceano Pacífico. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou a informação na quarta-feira.

Esse foi o primeiro ataque reportado no Pacífico desde que o governo do presidente norte-americano Donald Trump iniciou uma nova ofensiva contra o tráfico de drogas na região. A emissora americana CBS News informou que o bombardeio ocorreu perto da costa da Colômbia, em águas internacionais.

Questionado sobre a legalidade da operação, Trump respondeu que “sim”. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou: “Sim, pois os ataques ocorreram em águas internacionais”.

Segundo Hegseth, duas pessoas morreram no ataque. Ele afirmou que o barco pertencia a uma “organização terrorista” e que “nenhuma força norte-americana foi ferida nesse ataque”.