A Petrobras recebeu nesta segunda-feira (20) a licença de operação do Ibama para perfurar um poço exploratório em águas profundas na Foz do Amazonas. A região é considerada uma das novas fronteiras de petróleo e gás do país, e a exploração no local vinha sendo criticada por ambientalistas.
O bloco FZA-M-059 está localizado a aproximadamente 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, em área de mar aberto. A perfuração deve ter início imediato, com duração prevista de cinco meses.
De acordo com a estatal, o objetivo desta fase é coletar informações geológicas e avaliar a presença de petróleo e gás em escala comercial. Não haverá produção de petróleo neste momento, pois trata-se exclusivamente de pesquisa exploratória. Apesar disso, a concessão da licença é considerada uma derrota para aqueles que se opunham à exploração na região. O processo de análise e negociação com órgãos ambientais durou quase cinco anos.
Em agosto, a Petrobras realizou um simulado de emergência supervisionado pelo Ibama, etapa final para comprovar a capacidade de resposta e segurança da operação.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou a decisão do órgão. “A Margem Equatorial representa o futuro da nossa soberania energética. O Brasil não pode abrir mão de conhecer seu potencial. Fizemos uma defesa firme e técnica para garantir que a exploração seja feita com total responsabilidade ambiental, dentro dos mais altos padrões internacionais, e com benefícios concretos para brasileiras e brasileiros. O nosso petróleo é um dos mais sustentáveis do mundo, com uma das menores pegadas de carbono por barril produzido, assim como a nossa matriz energética altamente renovável, que é exemplo para o mundo”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.




