O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou na segunda-feira (13) que uma eventual ofensiva da China contra Taiwan poderia desencadear uma reação militar coordenada da Rússia contra a aliança ocidental liderada pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante a 71ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da OTAN, realizada em Liubliana, capital da Eslovênia.
“Temos realmente de os ver como um só, porque, por exemplo, se a China decidir tomar medidas contra Taiwan, é muito provável que force o seu parceiro júnior nesta relação, ou seja, a Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, a tomar medidas contra a OTAN para nos ocupar”, afirmou Rutte em seu discurso.
O secretário-geral destacou ainda que “tomamos decisões históricas para tornar a OTAN mais forte, mais justa e mais letal, enquanto Rússia, China, Coreia do Norte e Irã trabalham juntos para tentar remodelar a ordem global”. Segundo ele, “a Rússia agora aloca 40% de seu orçamento para sua economia de guerra e, somente neste ano, espera-se que ela utilize pelo menos 1.500 tanques, 3.000 veículos blindados e centenas de mísseis Iskander. A China também está expandindo rapidamente suas capacidades militares, incluindo seu arsenal nuclear”.
Durante o evento, Rutte ironizou a marinha russa, referindo-se a um submarino “quebrado” que emergiu na costa da França na semana passada. “Agora, na prática, praticamente não há presença naval russa no Mediterrâneo. Há um submarino russo solitário e quebrado voltando para casa após uma patrulha”, declarou.
O submarino em questão, identificado como Novorossiysk, teria sofrido um vazamento de combustível. O Ministério da Defesa holandês informou que a embarcação estava sendo escoltada pela Marinha do país no Mar do Norte no sábado (11). “Que mudança em relação ao romance de Tom Clancy de 1984, ‘A Caçada ao Outubro Vermelho’. Hoje, parece mais uma busca pelo mecânico mais próximo”, ironizou Rutte.
Em publicação no X, o Comando Marítimo da OTAN afirmou que “a OTAN está pronta para defender nossa Aliança com vigilância constante e consciência marítima através do Atlântico”. O caso ocorreu após uma série de avistamentos de navios ligados à chamada “frota sombra” da Rússia, composta por embarcações antigas e de propriedade não identificada, operando sem seguro regulamentado pelo Ocidente.




