“Tenha vergonha, Haddad!” diz Tarcísio após PT acusá-lo de sabotar MP que aumentava impostos

Aliados do governo chamaram o resultado de “sabotagem política” e culparam Tarcísio.


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta quinta-feira (9) a acusações de que teria atuado para derrubar na Câmara a medida provisória (MP) que previa aumento de impostos e elevação da arrecadação federal. Ele criticou também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Veja o vídeo aqui.

“Tenha vergonha, Haddad. Respeite os brasileiros, cortem gastos, pensem que a gente precisa governar, a gente precisa sair do palanque, a gente precisa trabalhar e fazer a diferença, que é isso que a gente está fazendo aqui em São Paulo”, afirmou o governador.

Aliados do governo petista classificaram o resultado da votação como uma “sabotagem política” e atribuíram parte da articulação a Tarcísio, que recebeu elogios de parlamentares da oposição. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele declarou que “está trabalhando por São Paulo” e que sua gestão vem sendo alvo de uma “campanha de desconstrução de imagem por parte do PT”.

“Há meses, a gente vem sendo alvo de uma ampla campanha de desconstrução de imagem e reputação por parte do PT. Ofensas, mentiras, nas redes sociais, tudo certo, nada diferente do que a gente sempre viu”, disse. Para ele, as acusações “beiram o absurdo”. “Agora o PT quer me acusar de ter trabalhado para evitar que o governo cobre mais impostos da população. Estou trabalhando por São Paulo, para mudar a vida das pessoas, para fazer a diferença. É isso que a gente está fazendo.”

A medida provisória previa a unificação da alíquota de 18% do Imposto de Renda sobre rendimentos de aplicações financeiras, incluindo criptomoedas; o aumento da CSLL de 9% para 15% para fintechs e instituições de pagamento; e a elevação de 12% para 18% na tributação sobre apostas, embora a alíquota tenha permanecido em 12% devido a pressões. A taxação de títulos atualmente isentos, como LCIs e LCAs, foi retirada do texto por falta de apoio no Congresso. O objetivo da MP era ampliar a arrecadação federal e viabilizar o Orçamento de 2026.

Na votação, 251 deputados votaram pela derrubada da MP e 193 a favor de mantê-la na pauta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), agradeceu publicamente o empenho de Tarcísio.

“Tarcísio, receba a nossa gratidão, o nosso reconhecimento por todo o seu empenho. Ele tem sido um gigante no diálogo com os presidentes de partidos de centro para que a gente possa fazer essa coalizão contra o aumento de impostos”, afirmou.