Israel marcou, nesta terça-feira (7), o segundo aniversário do ataque dos terroristas do Hamas, que desencadeou a guerra mais longa de sua história. A data foi lembrada de forma contida, em meio a novas esperanças de encerrar o conflito, mas ainda com 48 reféns israelenses em cativeiro e forças armadas exaustas.
A celebração do festival judaico da colheita, Sucot, iniciada na noite de segunda-feira (6), levou ao fechamento da maioria dos estabelecimentos em Israel. O governo israelense adiou as cerimônias oficiais em memória do primeiro dia da guerra para 16 de outubro, após o término das Grandes Festas.
Mesmo assim, o marco da tragédia foi inevitável. Em alguns kibutzim israelenses próximos à Faixa de Gaza, onde ocorreram os massacres de 7 de outubro de 2023, houve reuniões silenciosas e eventos informais que atraíram participantes de diversas regiões do país.
Em Rehovot, ao sul de Tel Aviv, cerca de 20 corredores vestiram camisetas com mensagens pedindo o retorno dos reféns e percorreram, logo ao amanhecer, uma rota popular da cidade, lar de Nimrod Cohen, um soldado ainda em cativeiro. Motoristas que passavam buzinavam em solidariedade.
Em Kfar Azza, pequeno kibutz a menos de três quilômetros da fronteira com Gaza, onde 62 moradores foram mortos e 19 sequestrados, dezenas de residentes realizaram um memorial que começou com um minuto de silêncio às 6h29 — horário em que, naquele terrível sábado, os terroristas do Hamas lançaram milhares de foguetes, sobrecarregando o sistema de defesa aérea de Israel.

Sob a cobertura do ataque aéreo, o Hamas iniciou uma ofensiva terrestre: milhares de combatentes invadiram a cerca que separa Gaza de comunidades israelenses, atacando residências, assassinando jovens em um festival de música e invadindo bases militares.
No total, os terroristas do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas, em sua maioria civis, e sequestraram aproximadamente 250. O episódio foi o mais sangrento da história de Israel e o mais mortal para os judeus desde o Holocausto.




