O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por videoconferência, nesta segunda-feira (6), com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme informações obtidas pela The São Paulo News.
De acordo com fontes, a reunião teve início às 10h e durou cerca de meia hora. Lula participou da conversa a partir do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do assessor especial Celso Amorim e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).
Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, o diálogo ocorreu em “tom amistoso” e abordou temas como o comércio bilateral, a política ambiental e o recente tarifaço imposto por Washington, que aplica sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros. Lula convidou Trump para participar da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém (PA), em novembro, e solicitou a retirada da sobretaxa de 40% e das medidas restritivas aplicadas a autoridades brasileiras, por meio da Lei Magnitsky.
Durante o contato, os líderes também relembraram o encontro informal ocorrido em setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, quando Trump afirmou ter havido uma boa “química” entre ambos. Na ocasião, Lula destacou que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu” e que “pintou uma química mesmo” com o presidente norte-americano.
Auxiliares do governo brasileiro consideram o diálogo por vídeo um primeiro passo para uma reunião presencial futura. A estratégia busca permitir que os dois presidentes esclareçam divergências e estabeleçam confiança mútua antes de uma visita oficial.
O Planalto informou ainda que Trump designou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira. Os líderes combinaram manter comunicação direta e manifestaram a intenção de se encontrar pessoalmente “em breve”, possivelmente durante a Cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, na Malásia.
Lula avaliou o diálogo como “uma oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”. Os Estados Unidos são o maior parceiro diplomático do país há mais de dois séculos.




