O grupo terrorista Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que está disposto a liberar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, de acordo com os termos da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O comunicado foi divulgado horas após Trump emitir um ultimato ao Hamas, afirmando em rede social que o grupo teria até domingo (5) para aceitar a proposta, sob pena de enfrentar um “inferno total”.
Segundo o Hamas, há disposição para iniciar imediatamente negociações sobre todos os detalhes, embora isso não signifique que o grupo tenha aceitado integralmente o plano apresentado pela Casa Branca.
O Hamas também informou que aceita transferir o governo da Faixa de Gaza para um órgão independente composto por tecnocratas palestinos, “base com consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico”.
“Quanto às demais questões apresentadas na proposta do presidente Trump que dizem respeito ao futuro da Faixa de Gaza e aos direitos legítimos do povo palestino, isso está vinculado a uma posição nacional unificada e fundamentada nas leis e resoluções internacionais pertinentes, a ser discutida em um quadro nacional palestino amplo, do qual o Hamas fará parte e contribuirá com plena responsabilidade”, acrescentou o grupo.
O Hamas também destacou que aprecia os esforços de países árabes e islâmicos, além de Trump, para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza.
A proposta da Casa Branca contém 20 pontos que visam encerrar imediatamente o conflito. Entre as medidas, o território seria uma zona livre de grupos armados, integrantes do Hamas poderiam receber anistia mediante entrega de armas e compromisso com a convivência pacífica, e Gaza passaria a ser governada por um comitê de tecnocratas palestinos e especialistas internacionais, sob supervisão de um órgão chamado “Conselho da Paz”, presidido por Trump.
O Hamas teria 72 horas para libertar todos os reféns mantidos desde 7 de outubro de 2023. Israel liberaria cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, e a ONU e o Crescente Vermelho seriam responsáveis pela distribuição de ajuda. O plano é vago quanto à criação de um Estado da Palestina, mas indica a possibilidade de reconhecimento futuro.
A proposta recebeu avaliação positiva da comunidade internacional, enquanto moradores de Gaza demonstram preocupação com a continuidade do conflito. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, inicialmente declarou concordar com o plano, mas posteriormente rejeitou a criação de um Estado da Palestina.




