O presidente da Argentina, Javier Milei, autorizou a entrada de militares norte-americanos no país nesta terça-feira (30), por meio de decreto presidencial. Segundo a agência Telesur, as tropas participarão de exercícios conjuntos com Chile e Argentina.
O primeiro exercício, denominado “Solidariedade”, ocorrerá entre 6 e 10 de outubro, em Puerto Varas, no Chile, com foco em treinamentos para desastres naturais, conforme acordo de cooperação firmado em 1997. O segundo, chamado “Trident”, será realizado na Argentina entre 20 de outubro e 15 de novembro, em bases navais de Mar del Plata, Ushuaia e Puerto Belgrano, com ênfase em simulações de defesa naval e assistência humanitária.
A decisão gerou controvérsia, já que a Constituição exige aval do Congresso para a entrada de tropas estrangeiras. O governo Milei justificou o decreto de forma excepcional, alegando que o projeto de lei correspondente ainda não foi apreciado pelo Parlamento. A Comissão Bicameral Permanente deverá avaliar a validade da medida nos próximos dias.
A autorização foi adotada após o governo de Donald Trump anunciar auxílio financeiro à gestão de Milei. Em gesto adicional de apoio, o presidente dos Estados Unidos receberá Milei em visita oficial à Casa Branca no dia 14 de outubro, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. O encontro ocorrerá poucos dias após reunião entre os dois em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, e depois de Washington anunciar um pacote extraordinário de ajuda à Argentina, incluindo um swap de US$ 20 bilhões e outros instrumentos de suporte financeiro.
Em 2 de julho deste ano, o ministro da Defesa argentino, Luis Petri, reuniu-se com o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, no Pentágono. Na ocasião, foi assinado um acordo que abriu caminho para a aquisição de veículos blindados de transporte de pessoal Stryker, utilizados pelo Exército dos Estados Unidos.




