O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou desculpas nesta segunda-feira (29) ao líder do Catar pelo ataque israelense ocorrido em Doha. O pedido foi feito por telefone diretamente da Casa Branca, segundo informou uma fonte à agência Reuters.
A ligação aconteceu durante a reunião de Netanyahu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, para discutir os rumos da guerra na Faixa de Gaza. De acordo com a Reuters, além da agência Axios e do Canal 12, de Israel, também confirmaram a informação.
Uma equipe técnica do Catar também estava presente na Casa Branca. Fontes ligadas à reunião revelaram que Trump demonstrou forte irritação com Netanyahu após os ataques realizados em território catariano. Conforme publicado pelo The Wall Street Journal à época, o presidente norte-americano ligou ao premiê israelense e expressou “profunda frustração” por ter sido “surpreendido” pela ofensiva. Na conversa, Trump classificou a decisão de atacar líderes do Hamas em Doha como “não sábia” e criticou o fato de a operação ter ocorrido em um país considerado aliado político de Washington.
Netanyahu, por sua vez, justificou que havia encontrado uma “brecha” para atingir dirigentes do Hamas em Doha e afirmou ter “aproveitado oportunidade”. Os bombardeios de 11 de setembro tiveram como alvo membros do grupo palestino que participavam de negociações indiretas para um possível cessar-fogo, conduzidas no Catar, onde o Hamas mantém sua base política no exílio.
O encontro entre Netanyahu e Trump nesta segunda-feira ocorreu a portas fechadas, em meio ao crescente isolamento internacional de Israel. Na última semana, mais de 150 países reconheceram o Estado da Palestina, e diversas delegações diplomáticas boicotaram o discurso do primeiro-ministro israelense na Assembleia Geral da ONU.




