O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a primeira-dama, Rosângela da Silva, acompanhará a conversa que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no contexto do tarifaço americano ao Brasil. Os preparativos para o possível encontro começaram a ser discutidos pela equipe de Lula na semana passada, após integrantes do governo retornarem de Nova York (EUA). Até o momento, o lado brasileiro garante não ter recebido sinais do governo Trump sobre uma possível data para o diálogo. Veja o vídeo aqui.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (29), durante a cerimônia de abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília. “Eu brinco muito com a Janjinha dizendo para ela que a Unesco já me deu uns 10 prêmios para ela de mulher mais bem casada do planeta Terra. E quando eu for conversar com Trump, eu vou levar ela. Eu quero que ele veja”, afirmou Lula. Em seguida, a primeira-dama fez um sinal negativo com a mão.
No discurso, o presidente ressaltou que não existe democracia sem “a voz das mulheres. De todas as mulheres”. Ele aproveitou a agenda para anunciar uma série de políticas voltadas às mulheres, incluindo a sanção do projeto de lei nº 386/2023, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para prorrogar a licença-maternidade em até 120 dias após a alta hospitalar da mãe e do recém-nascido, e amplia o prazo de recebimento do salário-maternidade. Lula também assinou o decreto que regulamenta a Lei nº 14.717/2023, que institui pensão especial a filhos e dependentes órfãos em razão de feminicídio.
Sobre a eventual conversa com Trump, a diplomacia brasileira avalia que o ideal é construir uma sequência de contatos de alto nível entre os dois países antes de promover um encontro presencial, dada a postura “errática” do presidente americano. A prioridade é garantir que Lula não seja exposto a um comportamento hostil ou descortês.
Entre as opções estudadas, discute-se que a reunião possa ocorrer em “terreno neutro”, como a Malásia, que sediará, no fim de outubro, a cúpula da ASEAN. Assessores também defendem que os presidentes conversem por telefone previamente, para identificar convergências e separar assuntos sensíveis.




