Outro aeroporto na Dinamarca foi fechado devido à presença de drones, apenas dois dias após o principal hub do país, o de Copenhague, ter sido interrompido por avistamentos que abalaram a aviação europeia. Investigadores dinamarqueses não descartam envolvimento russo.
A polícia local informou, em publicação na plataforma X, na quinta-feira (25), horário local, nesta quarta-feira (24), horário de Brasília, que drones foram observados nas proximidades do aeroporto de Aalborg, no norte do país, e que investigações estavam em andamento.
Um porta-voz do aeroporto se recusou a comentar sobre o número de drones envolvidos. A polícia nacional dinamarquesa destacou que os drones seguiram um padrão semelhante ao registrado no aeroporto de Copenhague, onde voos foram interrompidos por quatro horas na segunda-feira (22). As forças armadas do país também foram afetadas, já que o aeroporto de Aalborg serve como base militar. Quatro voos foram impactados, incluindo dois da companhia aérea SAS, um da Norwegian e um da KLM.
A Eurocontrol, responsável pelo controle de tráfego aéreo europeu, informou que chegadas e partidas em Aalborg permaneceriam a “taxa zero” até as 4h, pelo horário central de quinta-feira (1h de Brasília), devido à atividade de drones.
Autoridades dinamarquesas classificaram o episódio em Copenhague como o ataque mais sério até o momento à infraestrutura crítica do país. Em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, a primeira-ministra Mette Frederiksen declarou que “não poderia descartar” o envolvimento russo. “Vimos drones sobrevoando a Polônia que não deveriam estar lá. Vimos atividade na Romênia. Vimos violações do espaço aéreo estoniano. Este é um ataque grave à infraestrutura crítica dinamarquesa”, afirmou.
Na Noruega, o espaço aéreo do aeroporto de Oslo foi fechado por três horas na noite de segunda-feira após a detecção de um drone. Dois estrangeiros foram posteriormente detidos por violarem a zona proibida. As autoridades dos dois países mantêm contato, embora os incidentes ainda não tenham sido oficialmente vinculados.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky inicialmente pareceu culpar a Rússia pelo episódio, mas a publicação foi rapidamente removida. A situação ocorre pouco depois de centenas de voos terem sido afetados no aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, por um ataque cibernético. Investigadores ingleses também estão analisando o caso.




