Supostos ataques de drones russos paralisam aeroportos de Copenhague e Oslo

As investigações não descartam o envolvimento da Rússia nos incidentes.


A Dinamarca afirmou que os drones que interromperam voos em seu principal aeroporto na segunda-feira (22) configuram o ataque mais sério até agora contra sua infraestrutura crítica, relacionando-o a supostas incursões de drones russos e outras interrupções na Europa.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que a atividade dos drones parecia planejada “para perturbar e criar agitação”, embora as autoridades não tenham revelado os nomes dos suspeitos. Avistamentos de dois ou três drones de grande porte perto do aeroporto de Copenhague na noite de segunda-feira interromperam todas as decolagens e pousos por quase quatro horas. Autoridades norueguesas também fecharam o espaço aéreo do aeroporto de Oslo, o principal do país, por três horas, após a detecção de um drone. Os fechamentos afetaram dezenas de milhares de passageiros nos aeroportos mais movimentados da região nórdica.

“O que vimos ontem à noite foi o ataque mais sério à infraestrutura crítica dinamarquesa até hoje”, afirmou Frederiksen. “Obviamente, não estamos descartando nenhuma opção em relação a quem está por trás disso. E está claro que isso se encaixa nos desenvolvimentos que observamos recentemente com outros ataques de drones, violações do espaço aéreo e ataques de hackers a aeroportos europeus.”

A primeira-ministra destacou incursões suspeitas de drones russos no espaço aéreo polonês e romeno, além de relatos da Estônia de que caças russos entraram em seu espaço aéreo na sexta-feira (19). “Certamente não posso negar de forma alguma que é a Rússia”, disse. A polícia dinamarquesa não comentou a publicação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que atribuía a responsabilidade à Rússia. O embaixador russo na Dinamarca, Vladimir Barbin, classificou as suspeitas como infundadas.

Segundo a polícia dinamarquesa, os drones vieram de diferentes direções, ligando e desligando suas luzes antes de desaparecerem após várias horas. Jens Jespersen, superintendente-chefe da polícia, afirmou que todas as hipóteses estão sendo investigadas, inclusive a possibilidade de lançamento a partir de navios. A polícia norueguesa, PST, declarou que a situação “ainda não estava clara” e que mantinha “contato de rotina com atores nacionais e internacionais”.