Polônia diz que abaterá objetos russos que violarem seu espaço aéreo

Donald Tusk afirmou que a Polônia pode abater qualquer objeto que viole seu território.


O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou nesta segunda-feira (22) que a Polônia não hesitará em abater quaisquer objetos que “violassem nosso território e sobrevoassem a Polônia”. No entanto, destacou que é necessária cautela em situações menos claras, informou a agência Reuters.

“Tomaremos a decisão de abater objetos voadores quando eles violarem nosso território e sobrevoarem a Polônia – não há absolutamente nenhuma discussão sobre isso”, declarou em entrevista coletiva.

Segundo Tusk, casos complexos exigem prudência, como o recente sobrevoo de caças russos na plataforma Petrobaltic, sem configurar violação, já que não ocorreu em águas territoriais polonesas. “É realmente preciso pensar duas vezes antes de decidir sobre ações que possam desencadear uma fase muito aguda do conflito”, acrescentou.

O premiê também ressaltou a necessidade de respaldo internacional: “Também preciso ter absoluta certeza… de que todos os aliados tratarão isso exatamente da mesma maneira que nós”.

A tensão se amplia com a Estônia, que acusa a Rússia de violar seu espaço aéreo na sexta-feira (19). O diplomata sênior estoniano Jonatan Vseviov afirmou, em entrevista à emissora ERR, que “temos provas irrefutáveis disso, e não apenas nós, mas todos os nossos aliados. Essas provas existem. O fato de a Rússia estar violando de forma provocativa e perigosa o espaço aéreo de um país da OTAN é uma coisa. O fato de estar mentindo abertamente para o mundo inteiro sobre isso é outra”.

O Kremlin rejeitou as acusações e afirmou que a Estônia busca aumentar tensões sem apresentar evidências. O porta-voz Dmitry Peskov classificou as declarações como “vazias, infundadas e uma continuação da política totalmente imparável do país de escalar tensões e provocar uma atmosfera de confronto”.

Segundo a AFP, os embaixadores da OTAN se reunirão na terça-feira (23), após a Estônia acionar o Artigo 4, para avaliar a resposta da aliança ao incidente.