A Polônia acionou suas aeronaves militares neste sábado (13) após a identificação de uma nova ameaça de drones russos em regiões ucranianas próximas à fronteira polonesa. Como medida preventiva, o Aeroporto de Lublin suspendeu temporariamente suas operações, enquanto sirenes de alerta aéreo soaram em diversas cidades do país.
Segundo comunicado do Comando Operacional das Forças Armadas Polonesas, “aeronaves foram enviadas devido à ameaça de ataques de drones em regiões ucranianas na fronteira com a Polônia. Aeronaves polonesas e aliadas estão operando em nosso espaço aéreo, enquanto sistemas de defesa aérea baseados em solo e sistemas de reconhecimento de radar foram colocados no mais alto nível de prontidão de combate.”
As autoridades destacaram que tais medidas têm caráter preventivo, visando proteger o espaço aéreo nacional e garantir a segurança da população, especialmente nas áreas mais próximas às zonas sob risco de ataque.
A Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea informou que “o Aeroporto de Lublin e o espaço aéreo ao redor foram fechados para voos devido à atividade de aeronaves militares.” No mesmo momento, autoridades ucranianas emitiram alerta de ataque aéreo para a região de Volyn, no oeste da Ucrânia.
O episódio ocorre em meio à crescente tensão. Na noite de 9 para 10 de setembro, drones russos violaram o espaço aéreo polonês 19 vezes. De acordo com dados oficiais, destroços foram encontrados em 17 localidades distribuídas por cinco voivodias — divisões administrativas equivalentes aos estados no Brasil, sendo dez delas na região de Lublin.
Diante da escalada, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) lançou a operação Eastern Sentry, destinada a reforçar a defesa do flanco leste da aliança. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a incursão de drones russos na Polônia pode ter sido “um erro”.




