Ato da esquerda reúne 8,8 mil em São Paulo contra anistia a Bolsonaro, diz USP

Faixas e bandeiras pediam a condenação do ex-presidente e rejeitavam anistia.


A manifestação organizada por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda reuniu, na manhã deste domingo (7), cerca de 8,8 mil pessoas em seu auge, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a organização More in Common. O ato ocorreu na Praça da República, no Centro de São Paulo, em defesa da soberania nacional e contra a proposta de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus apoiadores condenados por crimes contra a democracia, atualmente em discussão no Congresso.

A mobilização foi convocada como resposta às manifestações bolsonaristas também marcadas para este domingo, feriado da Independência. A manifestação da direita na Avenida Paulista reuniu 42,2 mil pessoas. O levantamento realizado pelo monitor apontou margem de erro de 12%, com estimativa de público entre 7,7 mil e 9,8 mil pessoas. A contagem foi feita com base em imagens aéreas analisadas por software de inteligência artificial, em quatro horários distintos: 09h46, 10h37, 11h11 e 11h35.

Entre as autoridades presentes estavam os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho, além do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Também participaram os deputados federais Guilherme Boulos e Érika Hilton, ambos do PSOL.

Por volta das 11h, com temperatura de 18 °C e céu nublado, o ato ocupava parcialmente a Praça da República e parte da avenida Ipiranga. O principal eixo das manifestações foi a defesa da soberania nacional, tema que ganhou destaque após a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma taxa de 50% a produtos brasileiros, medida considerada uma tentativa de influenciar o julgamento de Bolsonaro.

Faixas e bandeiras exibidas pelos manifestantes pediam a condenação do ex-presidente e rejeitavam a concessão de anistia a ele e a seus apoiadores envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.