O comandante do Exército, general Tomás Paiva, afirmou, na quinta-feira (21), que a Força mantém sua coesão e imparcialidade, inspirada no patrono Duque de Caxias.
“Sua espada foi empunhada em prol de um único lado: o da pátria, pois, conforme o próprio declarou, ‘minha espada não tem partido’. […] [Caxias] ensinou-nos, ainda, que a força do Exército reside na fé, na coesão, na disciplina, na imparcialidade e no compromisso com o bem comum”, declarou o general.
Tomás destacou que o legado de Caxias, reconhecido como símbolo da pacificação, está associado à dignidade humana e à união nacional. “Em sua longa trajetória na busca da unificação nacional, debelou revoltas internas sem triunfalismos, respeitou os vencidos como irmãos e tratou todos, aliados e adversários, com dignidade e humanidade”, afirmou.
Ele relembrou, ainda, a ordem do dia de Caxias após a capitulação de Oribe: “‘A verdadeira bravura do soldado é nobre, generosa e respeitadora dos princípios da humanidade’. Essas palavras de Caxias, o pacificador, permanecem vivas, orientando a conduta de todos os militares”, acrescentou.
O discurso ocorreu durante a cerimônia do Dia do Soldado, em Brasília, diante do QG do Exército, com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do vice-presidente do STF, ministro Edson Fachin.
A celebração acontece em meio ao acirramento da crise política, marcada pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelos pedidos de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Paralelamente, a cúpula do Exército busca recompor sua estrutura interna após as investigações sobre a participação de militares na suposta trama golpista, incluindo mudanças no curso dos “kids pretos”, que passou a ter disciplinas de ética profissional e liderança.
“O verdadeiro soldado, tal qual Caxias, sabe que o reconhecimento e a popularidade são efêmeros. Vive uma vida modesta, espartana e sem ambições, tendo a abnegação e o desprendimento como companhia. Seu farol é a lei e a ética”, concluiu Tomás.




