O líder russo Vladimir Putin concordou que os Estados Unidos e a Europa forneçam à Ucrânia garantias de segurança no estilo da OTAN como parte de um acordo para encerrar a guerra, afirmou o enviado especial do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, neste domingo (17).
“Conseguimos obter a seguinte concessão: que os Estados Unidos pudessem oferecer proteção semelhante à do Artigo 5, que é uma das verdadeiras razões pelas quais a Ucrânia quer fazer parte da OTAN”, disse ele no programa “State of the Union”, da CNN. Segundo Witkoff, esta foi “a primeira vez que ouvimos os russos concordarem com isso”.
O acordo envolveria aliados europeus e os EUA comprometendo-se a defender a Ucrânia em caso de ataque futuro. O Artigo 5 da OTAN estabelece que um ataque a um membro deve ser tratado como ataque a todos, acionando a defesa coletiva.
Putin também sugeriu que a China poderia atuar como uma das garantidoras da segurança, informou o site Axios. A proposta remete ao “Memorando de Budapeste” de 1994, em que Rússia, EUA, Reino Unido e outros países ofereceram garantias à Ucrânia em troca da renúncia de suas armas nucleares.
Witkoff defendeu a abordagem de Trump, afirmando que um acordo de paz completo encerraria a guerra “mais rápido” do que um cessar-fogo. “Fizemos tanto progresso nesta reunião em relação a todos os outros ingredientes necessários para um acordo de paz que o presidente Trump se voltou para isso”, disse.
Embora Putin tenha pressionado por concessões territoriais, Witkoff afirmou que o presidente dos EUA não pode negociar terras em nome da Ucrânia. “Estávamos lá como mediadores, então, obviamente, estávamos promovendo a visão ucraniana. A única coisa com a qual o presidente não pode concordar em nome dos ucranianos é qualquer tipo de troca de terras”, ressaltou.
Segundo o enviado, quase todas as outras questões necessárias para um acordo de paz foram abordadas na cúpula do Alasca, realizada na sexta-feira (15), entre Trump e Putin.




