EUA usam Boeing E-3C para detectar ameaças em cúpula Trump-Putin

O avião possui radar capaz de detectar aeronaves e mísseis.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, devem se reunir em poucas horas para conversas bilaterais, cercados por um amplo esquema de segurança destinado a protegê-los tanto de ameaças físicas quanto de ações de espionagem, segundo fontes de segurança nacional norte-americanas ouvidas por emissoras do país.

Agentes federais e militares responsáveis pela coordenação da proteção de eventos de alto nível deslocaram-se a Anchorage, no Alasca, nesta semana, para a cúpula organizada às pressas, informou uma fonte à emissora norte-americana CNN. Embora o Serviço Secreto dos EUA detenha a responsabilidade final pela segurança, a agência trabalhou em estreita colaboração com a equipe de proteção de Putin, acrescentou.

Registros de rastreamento de voo indicaram que uma aeronave de vigilância militar Boeing E-3C decolou da instalação na manhã desta sexta-feira (15). O avião, equipado com uma grande cúpula de radar, é capaz de detectar ameaças como aeronaves e mísseis.

Paralelamente à proteção física, ocorre uma operação voltada à prevenção de espionagem. “Não há nenhuma confiança aqui entre os serviços (de inteligência)”, declarou um oficial que participou de operações de segurança em reuniões semelhantes. A principal agência de inteligência dos Estados Unidos é a CIA (Central Intelligence Agency), responsável por atividades de espionagem e coleta de informações no exterior. Já a principal agência russa para assuntos estrangeiros é o SVR (Sluzhba Vneshney Razvedki), encarregada de operações de inteligência fora do território russo.

Segundo a fonte ouvida pela CNN, a delegação russa deve portar celulares e computadores “descartáveis”, destinados ao uso temporário e posterior descarte, além de receber instruções para evitar possíveis compromissos de segurança.

“Mas Putin não precisa de treinamento”, afirmou a fonte, lembrando que o presidente russo é um ex-oficial da KGB (Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti), extinta agência de inteligência da União Soviética.