O governo do Camboja anunciou, na sexta-feira (1º), que pretende indicar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Prêmio Nobel da Paz. A decisão ocorre após a atuação direta do líder norte-americano na mediação do recente conflito fronteiriço entre Camboja e Tailândia.
O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro cambojano, Sun Chanthol, que confirmou a intenção por mensagem de texto ao ser questionado pela imprensa. “Sim”, respondeu ele, ao ser indagado sobre a indicação.
Em pronunciamento à imprensa, em Phnom Penh, Chanthol agradeceu a Trump por seus esforços e afirmou que ele merece ser indicado à mais alta honraria internacional dedicada a reconhecer pessoas ou organizações que promovem a fraternidade entre as nações.
Segundo a agência Reuters, uma ligação telefônica de Trump, realizada na semana passada, foi decisiva para destravar os esforços de paz, pondo fim aos confrontos mais intensos entre Camboja e Tailândia em mais de dez anos. O cessar-fogo foi negociado na Malásia e anunciado na segunda-feira.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na rede X que Trump foi o principal responsável pelo acordo. “Deem a ele o Prêmio Nobel da Paz!”, escreveu ela.
Os combates duraram cinco dias, causaram a morte de pelo menos 43 pessoas e forçaram o deslocamento de mais de 300 mil cidadãos dos dois países.
Chanthol, que também atua como principal negociador comercial do Camboja, destacou ainda a importância da recente decisão dos Estados Unidos de reduzir a tarifa de importação sobre produtos cambojanos. Washington havia ameaçado impor uma taxa de 49%, depois reduzida para 36%, e finalmente fixada em 19%.
“Reconhecemos seus grandes esforços pela paz”, disse Chanthol, acrescentando que a nova tarifa evitou danos graves ao setor de vestuário e calçados, vital para a economia cambojana.




