A economia dos Estados Unidos registrou uma expansão significativa no segundo trimestre, impulsionada pela redução das importações, após empresas anteciparem estoques no início do ano por conta das tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3% entre abril e junho, conforme divulgado pelo Departamento do Comércio nesta quarta-feira (30). O resultado representa uma forte recuperação em relação à retração de 0,5% no primeiro trimestre, a primeira queda trimestral desde 2022. A expectativa de analistas da FactSet era de uma alta de 2% no período.
O novo relatório é parte de uma série de dados econômicos que serão divulgados nesta semana e devem ilustrar como consumidores e empresas estão reagindo às políticas econômicas implementadas por Trump. Contudo, o aumento das compras motivadas por tarifas no início do ano dificultou a leitura precisa sobre a real saúde da maior economia do mundo.
No primeiro trimestre, o crescimento das importações prejudicou o desempenho econômico. No segundo trimestre, a tendência se inverteu: empresas utilizaram estoques já acumulados, reduzindo significativamente as importações — que caíram 30,2% após alta de quase 38% nos três meses anteriores. Essa mudança, aliada ao desempenho das exportações, foi decisiva para a expansão do PIB.
Os gastos do consumidor americano — responsáveis por cerca de 70% da atividade econômica dos EUA — cresceram 1,4%, frente aos 0,5% registrados no trimestre anterior. “Meu lema nos últimos seis anos no Morgan Stanley é não subestimar a resiliência da economia americana”, afirmou Sarah Wolfe, economista sênior do Morgan Stanley Wealth Management, à emissora norte-americana CNN.
O dólar americano se valorizou frente a uma cesta de moedas, e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram. O PIB nominal dos Estados Unidos ultrapassou US$ 30 trilhões pela primeira vez antes da correção pela inflação.




