O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou na Escócia na noite de sexta-feira (25) e declarou que a Europa “precisa se organizar” em relação à imigração. Ao falar com repórteres após deixar o Força Aérea Um, afirmou: “Em relação à imigração, é melhor vocês se recomporem. Vocês não terão mais a Europa.” Trump classificou o fenômeno como uma “invasão” que estaria “matando a Europa” e completou: “Vocês precisam impedir essa invasão horrível que está acontecendo na Europa. Algumas pessoas, alguns líderes, não deixaram isso acontecer. Eles não estão recebendo o devido crédito.”
A visita de cinco dias combina compromissos políticos com lazer. Trump jogará golfe em dois resorts de sua propriedade: um em Turnberry, na costa sudoeste da Escócia, e outro em Menie, no norte do país. Neste último, o presidente norte-americano inaugurará um novo campo em homenagem à sua mãe, nascida na Escócia.
Apesar de a mídia americana descrever a viagem como privada, a Casa Branca classificou-a como uma “viagem de trabalho”. A escolha de Trump de priorizar seus empreendimentos pessoais em uma missão presidencial gerou críticas e levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Durante sua estadia, Trump terá encontros com líderes do Reino Unido e da União Europeia. Ele elogiou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, dizendo: “Gosto do seu primeiro-ministro, ele é um pouco mais liberal do que eu… mas é um bom homem. Ele fechou um acordo comercial.”
Trump também se encontrará com o primeiro-ministro escocês, John Swinney, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A reunião, marcada para domingo (27), busca avançar em um acordo comercial entre os EUA e a UE. Segundo Trump, há uma “boa chance de 50/50” de êxito, o que resultaria no “maior acordo de todos”.
Na chegada à Escócia, o presidente dos EUA voltou a criticar a energia eólica. “Pare com os moinhos de vento”, disse ele, alegando que “estão matando a beleza do seu país”. Trump já havia tentado impedir judicialmente a instalação de turbinas perto de seu campo em Menie. Atualmente, mais da metade da eletricidade da Escócia vem dessa fonte.




