A CazéTV perdeu mais de 200 mil inscritos no YouTube após exibir, ao vivo, piadas sobre a operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A transmissão ocorreu no sábado (19), durante o quadro Copazona. A programação também ironizou rumores nas redes sociais sobre uma suposta ligação do canal com a Rede Globo.
Durante a exibição, o humorista Marcelo Adnet afirmou que os estúdios da atração haviam sido “invadidos” por agentes da Polícia Federal. Em tom satírico, declarou:
“Tivemos uma batida aqui. A Polícia Federal entrou e encontrou no banheiro do Cazé um pen drive que será aberto aqui ao vivo e que revelará quem é a verdadeira dona da CazéTV. Dica: começa com ‘plim’ e acaba com ‘plim’.”
Adnet também ironizou as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, entre outras restrições, o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro:
“Quem está aqui é nossa repórter reborn, que está impedida de se manifestar porque está com a tornozeleirinha. Acabou fazendo besteirinha. Vou até tirar o microfone dela.”
Outro integrante do programa também fez menção às ordens judiciais:
“Ela não deveria nem estar aqui neste horário. Já deveria estar em casa.”
Após a exibição, influenciadores de direita iniciaram uma campanha nas redes sociais incentivando o boicote ao canal.
“Já cancelei minha inscrição na CazéTV. Não financio canal que virou palanque pra lacração barata e deboche contra quem defende o Brasil. Querem audiência? Vão ter é boicote”, escreveu Diego Muguet. “Quem lacra não lucra”, postou outra influenciadora.
A operação da PF, realizada na sexta-feira (18), investiga uma suposta prática de coação, obstrução e atentado à soberania nacional por parte de Bolsonaro e do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.




