O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (7) que o país enviará mais armamentos à Ucrânia, com foco em armas defensivas, para reforçar a capacidade do país em resistir aos avanços da Rússia.
A declaração foi feita na Casa Branca, no início de um jantar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Vamos enviar mais armas. Temos que fazer isso. Eles precisam ser capazes de se defender”, disse Trump aos repórteres. “Eles estão sendo duramente atingidos agora. Vamos ter que enviar mais armas, principalmente armas defensivas”, completou.
A decisão ocorre após Washington ter suspendido parcialmente os envios de armamentos a Kiev, o que gerou alertas do governo ucraniano sobre a possibilidade de enfraquecimento de suas defesas contra ataques russos. A medida também provocou críticas de parlamentares democratas e de alguns republicanos aliados do próprio Trump.
Em nota divulgada posteriormente, o Departamento de Defesa dos EUA confirmou o envio adicional de armamentos à Ucrânia por ordem de Trump, destacando que o objetivo é assegurar que os ucranianos possam se proteger enquanto prosseguem os esforços diplomáticos por uma paz duradoura. O Pentágono afirmou ainda que segue avaliando remessas militares em diferentes regiões do mundo.
Na sexta-feira (4), Trump havia sugerido que a Ucrânia precisaria de mísseis Patriot para se defender, mas não citou os sistemas no pronunciamento mais recente. O comunicado do Pentágono também não especificou quais tipos de armamentos serão enviados.
Após conversar com Trump por telefone na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ambos concordaram em fortalecer a capacidade de Kiev de “defender o céu”, diante do aumento dos ataques russos. Segundo Zelensky, também foram debatidos temas como produção conjunta na área de defesa, aquisições e investimentos.
Paralelamente, a Alemanha informou que está em negociação para adquirir sistemas Patriot a fim de suprir as necessidades ucranianas.




