O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (30) uma ordem executiva que revoga uma série de sanções impostas à Síria. A medida oferece alívio ao novo governo em Damasco, liderado por Ahmed al-Sharaa, que derrubou o ditador Bashar al-Assad no final do ano passado.
Segundo a Casa Branca, as sanções foram suspensas sem exigências formais, embora o governo espere que a iniciativa leve as novas autoridades sírias a adotar medidas como o combate ao terrorismo, a integração das forças curdas, o respeito às minorias e a aproximação com Israel.
“Nem o presidente nem o secretário de Estado estão construindo uma nação, eles não estão ditando”, declarou Tom Barrack, embaixador na Turquia e enviado especial para a Síria. “Eles não estão exigindo, não estão fornecendo a estrutura do modelo democrático que precisa ser implementado de acordo com o desejo arquitetônico deles. Eles estão dizendo que vão lhe dar uma oportunidade.”
A revogação foi celebrada pela Força-Tarefa de Emergência Síria (SETF), que atua no rastreamento de crimes de guerra do regime Assad. “Estamos orgulhosos desta conquista incrível e gratos ao Embaixador Thomas Barrack, ao Secretário de Estado Marco Rubio e ao Presidente Donald Trump por darem à Síria uma chance de democracia”, afirmou Veronica Zanetta-Brandoni, diretora de advocacy da SETF.
As sanções continuarão em vigor contra Assad e figuras acusadas de corrupção, terrorismo e violações de direitos humanos. “Embora continuemos esperançosos quanto ao futuro do país e de seu novo governo, também temos plena consciência de que as ameaças à paz permanecem”, disse Brad Smith, subsecretário do Tesouro dos EUA.
Trump não exigirá que a Síria ingresse nos Acordos de Abraão. Segundo um alto funcionário, o objetivo é torná-los “frutíferos” para Damasco. O mesmo funcionário chamou as fronteiras do Oriente Médio de “ilusão”.
Assad está atualmente exilado na Rússia.




