A manifestação liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (29), reuniu 12,4 mil pessoas no momento de pico, às 15h40, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common. A contagem foi feita por meio da análise de imagens aéreas capturadas por drones, utilizando um software baseado em Inteligência Artificial. O lema do ato foi “Justiça Já”.
Para o levantamento, foram tiradas 34 imagens em quatro horários diferentes: 14h00, 14h45, 15h20 e 15h40. Cinco imagens do horário de maior concentração foram selecionadas para análise. A estimativa foi realizada com o método Point to Point Network (P2PNet), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China, em parceria com a empresa Tencent. O sistema foi treinado com bancos de dados da Universidade de Xangai e da Universidade de São Paulo (USP).

A tecnologia identifica e marca automaticamente as cabeças das pessoas nas imagens, com precisão de 72,9% e acurácia de 69,5%. O erro percentual absoluto médio é de 12%, o que indica que o número real pode variar em até 1,5 mil pessoas para mais ou para menos.
O público presente foi consideravelmente menor em comparação a manifestações anteriores. Em abril, outro ato convocado por Bolsonaro reuniu 44,9 mil pessoas no mesmo local. Em fevereiro, o número chegou a 185 mil. Já no dia 7 de maio, em Brasília, um ato a favor da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 contou com 4 mil participantes. Em março, no Rio de Janeiro, uma manifestação similar registrou 18,3 mil pessoas, segundo os mesmos critérios de medição.
Durante o ato deste domingo, organizado pelo pastor Silas Malafaia, Bolsonaro voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou sua derrota nas eleições de 2022 e se defendeu das acusações de tentativa de golpe. Ao final do discurso, declarou: “Com apoio no Congresso, mudaria o destino do Brasil”, mesmo sem exercer a Presidência da República.




