Israel prepara novo plano militar contra o Irã após ofensiva de 12 dias

A declaração foi feita após o cessar-fogo imposto pelos EUA, que pôs fim à guerra de 12 dias entre Israel e o Irã.


O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta sexta-feira (27) que instruiu os militares a elaborarem um “plano de execução” contra o Irã. A declaração foi feita após uma ofensiva de 12 dias em que forças israelenses destruíram alvos militares e bombardearam instalações nucleares iranianas.

Em publicação na rede social X, Katz destacou que o plano abrangerá a manutenção da superioridade aérea de Israel, a prevenção do desenvolvimento de mísseis e armas nucleares pelo Irã e a resposta ao apoio iraniano a atividades terroristas. Ele descreveu as operações como “12 dias de ação brilhante”, durante os quais, segundo ele, foram eliminadas defesas aéreas iranianas e destruída a capacidade de produção de mísseis do país.

“Eliminamos altos funcionários de segurança e cientistas renomados que promoviam o programa nuclear”, afirmou Katz. Ele finalizou a mensagem com um aviso: “Uma palavra de cautela para a cabeça da serpente desdentada em Teerã: a Operação ‘Leão Ascendente’ foi apenas a prévia de uma nova política israelense — depois de 7 de outubro, a imunidade acabou.”

O comandante da Força Aérea Israelense, major-general Tomer Bar, reforçou a importância da superioridade aérea. Em comunicado divulgado pelas Forças de Defesa de Israel, Bar destacou: “Se você me perguntar: ‘Comandante, qual é o elemento decisivo da vitória? É Natanz? São 80 lançadores de mísseis terra-terra?’ A questão é que aeronaves sobrevoam Teerã sempre que quisermos — esse é um componente decisivo significativo. Portanto, precisamos chegar lá e criar o impacto que os fará se sentir expostos — acabados.” E completou: “E se você me perguntar o que nos levará a esse ponto, a resposta é apenas uma: superioridade, superioridade e, mais uma vez, superioridade.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou. Questionado por repórteres na Casa Branca, disse que consideraria “com certeza” novos bombardeios a instalações nucleares iranianas, caso relatórios de inteligência indiquem avanços preocupantes no enriquecimento de urânio.

“Claro, sem dúvida, absolutamente — tem que ser inacreditável”, declarou Trump. Segundo ele, o Irã não deve “voltar à energia nuclear tão cedo” após os recentes ataques norte-americanos. O governo americano, no entanto, não apresentou evidências de inteligência para sustentar a afirmação de que o programa nuclear iraniano foi “obliterado”.

Trump acrescentou ainda que “não estava realmente” preocupado com possíveis instalações nucleares secretas, sugerindo que o Irã estaria mais focado na própria sobrevivência neste momento.