Trump cogita enviar Patriots à Ucrânia e diz que Putin deve encerrar a guerra

Antes da reunião, Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a adquirir os equipamentos, caso não sejam doados.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta quarta-feira (25) que poderá considerar o fornecimento de mísseis Patriot à Ucrânia, diante da intensificação dos ataques russos. Em declaração à imprensa, Trump afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, “realmente precisa acabar com essa guerra”.

As declarações foram feitas após uma reunião de 50 minutos com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, à margem da cúpula da OTAN em Haia. Ambos classificaram o encontro como um avanço positivo. Trump descreveu o conflito como “mais difícil do que outras guerras” e reconheceu que os sistemas Patriot são “muito difíceis de obter”, mas acrescentou: “Vamos ver se conseguimos disponibilizar alguns deles”.

Zelensky mencionou a necessidade de sistemas de defesa aérea, mas não ficou claro se Trump se referia apenas aos mísseis ou também a baterias completas. O presidente americano não descartou ampliar a ajuda militar a Kiev, embora tenha evitado confirmar novos recursos. “Quanto ao dinheiro, veremos o que acontece”, declarou.

As baterias Patriot são cruciais para interceptar mísseis balísticos russos, que têm atingido centros urbanos ucranianos com frequência crescente. Nas últimas semanas, dezenas de civis morreram em ataques nas cidades de Kiev e Dnipro.

Antes da reunião, Zelensky afirmou que a Ucrânia está disposta a adquirir os equipamentos, caso não sejam doados. “A Ucrânia está pronta para comprar este equipamento e apoiar os fabricantes de armas americanos”, publicou na rede X. Ele também relatou conversas sobre coprodução de drones com os EUA.

Zelensky usou traje formal com paletó escuro, em contraste com o uniforme militar pelo qual foi criticado durante visita à Casa Branca em fevereiro. Desde então, busca reconstruir os laços com a gestão Trump, cujas propostas à Rússia preocupam Kiev.

Embora tenha participado de um jantar pré-cúpula, Zelensky ficou de fora da principal reunião da OTAN, na qual se aprovou um aumento expressivo nos gastos com defesa. A declaração final não mencionou a futura adesão da Ucrânia, embora tenha condenado a “ameaça de longo prazo” representada pela Rússia.