Com apoio de Trump, OTAN caminha para gasto militar histórico

Atualmente, os Estados Unidos arcam com uma parcela significativamente maior dos custos de segurança da aliança.


O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira (25) que espera a aprovação de significativos aumentos nos gastos militares durante a reunião anual dos líderes da aliança, realizada em Haia. Ele também expressou confiança no compromisso contínuo dos Estados Unidos com a defesa coletiva do grupo.

Rutte comentou ainda sobre a mensagem elogiosa que enviou ao presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera, a qual foi posteriormente divulgada nas redes sociais pelo líder americano. O secretário-geral afirmou não ter se sentido constrangido com a exposição pública do conteúdo.

Segundo ele, a pressão exercida por Trump para que países como o Canadá e outros membros europeus aumentassem os investimentos em suas Forças Armadas resultou diretamente em avanços concretos. “Isso não teria acontecido se Trump não tivesse sido eleito presidente dos Estados Unidos”, declarou.

Atualmente, os Estados Unidos arcam com uma parcela significativamente maior dos custos de segurança da aliança. Em resposta, Trump defende que todos os 32 países membros destinem ao menos 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) aos gastos militares, ultrapassando a meta atual de 2%.

Apesar de a maioria dos membros concordar com o novo objetivo, com prazo até 2035 para alcançá-lo, alguns países, como a Espanha, já sinalizaram dificuldades. O governo espanhol afirmou que não pode arcar com esse nível de investimento devido a outras prioridades internas. Rutte, no entanto, minimizou a questão. “São decisões difíceis, sejamos honestos”, disse.

Quanto ao compromisso dos EUA com o Artigo 5 do tratado — que considera um ataque a um país membro como uma agressão a toda a aliança —, Trump evitou confirmar seu apoio pleno, afirmando que “depende da sua definição”, embora tenha acrescentado: “Estou comprometido em salvar vidas”.

Rutte, por sua vez, foi categórico: “Para mim, há absoluta clareza de que os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com a OTAN, totalmente comprometidos com o Artigo 5.”

Mostrando otimismo ao início da cúpula, concluiu: “Estou animado, mas num nível em que ainda consigo controlar.”