O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou nesta segunda-feira (23) que Canberra apoia o ataque realizado pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã. Ele também defendeu a redução das tensões e o retorno à via diplomática.
“O mundo há muito concorda que não se pode permitir que o Irã obtenha uma arma nuclear e apoiamos ações para impedir isso”, afirmou Albanese a repórteres na capital australiana. Segundo ele, “as informações são claras” de que o Irã enriqueceu urânio a 60%, nível considerado próximo ao necessário para armamento nuclear. “Não há outra explicação para chegar a 60%, a não ser se envolver em um programa que não seja sobre energia nuclear civil”, acrescentou.
Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), divulgado em 31 de maio, indica que o Irã possui urânio enriquecido a esse nível, quantidade que, se elevada, poderia ser suficiente para produzir até nove armas nucleares. Albanese afirmou que “se o Irã tivesse atendido aos pedidos razoáveis feitos, inclusive pela AIEA, as circunstâncias teriam sido diferentes”.
A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, reforçou a posição australiana em entrevistas à televisão e ao rádio nesta segunda-feira. “Apoiamos as medidas tomadas pelos EUA para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear”, disse à emissora Seven Sunrise. Em outro momento, afirmou: “Não queremos ver uma escalada”.
A Austrália fechou sua embaixada em Teerã na sexta-feira, após conversas entre Wong e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Há cerca de 2.900 cidadãos australianos no Irã e outros 1.300 tentando deixar o país, segundo o governo.
Evacuações de ônibus de Israel foram suspensas após o ataque dos EUA, mas o governo australiano está preparado para retomá-las, caso o espaço aéreo israelense seja reaberto. Dois aviões de defesa foram enviados ao Oriente Médio para apoiar operações de evacuação em funções não-combatentes.
Na Nova Zelândia, o ministro das Relações Exteriores, Winston Peters, declarou que está analisando as evidências relacionadas ao programa nuclear iraniano. O primeiro-ministro Christopher Luxon pediu o retorno ao diálogo.




