EUA entram na guerra contra o Irã e atacam instalações nucleares

Trump anunciou que o Pentágono realizará neste domingo (22) uma coletiva de imprensa para detalhar a operação.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou neste sábado (21) após a ofensiva americana contra três das principais instalações nucleares do Irã: Fordow, Natanz e Esfahan.

“Foi um ataque de alta precisão com o objetivo de destruir a capacidade nuclear iraniana para que ele deixem de ser uma ameaça nuclear e do terror”, afirmou o presidente. “Ou haverá paz, ou haverá tragédia para o Irã. Que cessem os ataques que nós vimos nos últimos oito dias. Hoje, foi o dia mais difícil de todos e talvez o mais letal. Mas se a paz não vier rápido, nós continuaremos atacando com precisão, habilidade e velocidade.”

A entrada formal dos EUA no conflito ocorre após uma semana de intensos combates aéreos entre Israel e Irã. Trump classificou a operação como “um grande sucesso” e voltou a atacar o regime iraniano. “Durante 40 anos, o Irã repete ‘morte à América’ e ‘morte a Israel’. Agora, nós estamos quebrando as suas pernas com essas bombas”, declarou. Ele também parabenizou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e os militares dos dois países. “Nós trabalhamos para apagar essa ameaça.”

Trump anunciou que o Pentágono realizará neste domingo (22) uma coletiva de imprensa para detalhar a operação. Segundo especialistas, o objetivo central dos EUA é neutralizar o programa nuclear iraniano, mas há sinais de intenção de enfraquecer ou mesmo derrubar o regime dos aiatolás.

O professor Gunther Rudzit aponta que o fim do programa nuclear iraniano é prioridade estratégica para Washington. “Por mais que o secretário de Defesa não queira se envolver em mais uma guerra no Oriente Médio, não tem como não ajudar o governo israelense a eliminar esse programa nuclear.”

Para a especialista Priscila Caneparo, apenas os EUA têm poder militar suficiente para neutralizar o projeto atômico iraniano. Contudo, ela alerta para o risco de radicalização regional, com fortalecimento de grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis.

O professor Maurício Santoro observa que, mesmo sobrevivendo ao conflito, o regime iraniano sairia enfraquecido diante da pressão interna por reformas e mudanças políticas.