O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou a assessores seniores na noite de terça-feira (17) que aprovava os planos de ataque ao Irã, mas decidiu adiar a execução para observar se Teerã estaria disposto a abandonar seu programa nuclear. As informações são do Wall Street Journal, com base em fontes familiarizadas com as deliberações.
Um dos alvos potenciais é a fortificada instalação iraniana de enriquecimento de urânio em Fordow, localizada sob uma montanha e considerada, por especialistas militares, inacessível a qualquer bomba convencional — exceto à GBU-57A/B Massive Ordnance Penetrator (MOP). Essa bomba, de 13.667 quilos, é capaz de perfurar aproximadamente 60 metros de concreto ou rocha sólida e está disponível apenas no arsenal dos EUA.
Questionado se já havia tomado uma decisão sobre atacar as instalações nucleares iranianas, Trump respondeu: “Posso fazer isso, posso não fazer isso”, reiterando sua exigência de rendição incondicional por parte de Teerã. “A próxima semana será muito grande, talvez menos de uma semana”, acrescentou.
Em resposta, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã não se renderá e advertiu que qualquer ofensiva militar americana resultará em “consequências irreparáveis”.
Nos últimos dias, as Forças Armadas dos EUA ampliaram significativamente sua presença no Oriente Médio. Um terceiro contratorpedeiro da Marinha norte-americana entrou no leste do Mar Mediterrâneo, enquanto um segundo grupo de ataque com porta-aviões se desloca para o Mar Arábico. Apesar de o Pentágono afirmar que os reforços são de natureza defensiva, a movimentação fortalece a posição dos EUA caso Trump decida participar das ofensivas israelenses contra o Irã.
Enquanto isso, o conflito entre Israel e Irã se intensifica. Segundo um grupo de direitos humanos, os ataques já deixaram mais de 450 mortos no Irã. Em Israel, 24 pessoas perderam a vida em consequência das ofensivas iranianas.




