EUA movem porta-aviões nuclear USS Nimitz da Ásia para o Oriente Médio

Autoridades norte-americanas afirmaram que alguns deslocamentos militares dos EUA são rotineiros ou vinculados a exercícios da OTAN na Europa.


O porta-aviões norte-americano USS Nimitz deixou o Mar da China Meridional na manhã desta segunda-feira (16), deslocando-se em direção ao oeste, segundo informações do site de rastreamento marítimo Marine Traffic. A movimentação ocorre após o cancelamento de uma recepção oficial durante sua escala prevista na cidade de Danang, no centro do Vietnã.

A visita do Nimitz ao Vietnã estava programada para ocorrer ainda esta semana, porém, conforme relataram duas fontes à agência Reuters — incluindo um diplomata —, a cerimônia marcada para 20 de junho foi cancelada. Uma das fontes afirmou que o cancelamento foi comunicado pela Embaixada dos Estados Unidos em Hanói, que justificou a decisão com base em “uma necessidade operacional emergencial”. Até o momento, a representação diplomática não comentou oficialmente o ocorrido.

Na semana anterior, o grupo de ataque do USS Nimitz realizou operações de segurança marítima no Mar da China Meridional como parte da presença rotineira da Marinha dos EUA na região do Indo-Pacífico, de acordo com nota publicada pelo Comando da Frota do Pacífico norte-americana.

De acordo com os dados do Marine Traffic, o navio está agora em direção ao Oriente Médio, onde as tensões aumentaram significativamente devido ao confronto entre Israel e Irã. Na última quinta-feira (12), as Forças de Defesa de Israel anunciaram uma “ofensiva preventiva” contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, acirrando o clima na região.

O Irã tem avançado em seu programa nuclear nos últimos anos, o que tem sido visto por Israel — uma potência nuclear não declarada — como uma ameaça direta. O ataque recente agrava o histórico de rivalidade entre os dois países e amplia a instabilidade no Oriente Médio.

Autoridades norte-americanas afirmaram que alguns deslocamentos militares dos EUA são rotineiros ou vinculados a exercícios da OTAN na Europa. O Departamento de Estado dos EUA reiterou que o país não teve envolvimento direto nos ataques israelenses e que seu apoio a Israel se restringe a ações de caráter defensivo.