Um ataque de drones russos deixou 37 mortos durante a madrugada deste sábado (29) na região de Kiev, na Ucrânia, segundo autoridades ucranianas. Dezenas de pessoas ficaram feridas, e mais de 370 foram retiradas da área atingida, na vila de Myla, no distrito de Bucha.
De acordo com as autoridades, um drone atingiu um armazém, provocando uma forte explosão que causou graves danos à infraestrutura local. Prédios residenciais e uma instituição de longa permanência para idosos também foram afetados.
As equipes de resgate permanecem no local, e as autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a explosão motivou a abertura de investigações criminais para apurar uma possível negligência das autoridades responsáveis pelo armazenamento de munições.
“Existem regulamentações em vigor — munições não podem ser armazenadas perto de casas ou de outras áreas residenciais. Certamente, as conclusões apropriadas serão tiradas”, escreveu Zelensky na rede social X.
O presidente ucraniano também afirmou que os responsáveis deverão prestar contas pelas decisões tomadas. Segundo Zelensky, esta foi a segunda explosão provocada por um ataque russo contra um depósito de munições na região de Kiev em cerca de dois meses. Em julho, um episódio semelhante em Vyshneve deixou dez mortos e danificou centenas de casas.
O ataque ocorreu no terceiro dia consecutivo de ofensivas aéreas russas contra Kiev e outras regiões da Ucrânia. Zelensky afirmou que nove regiões também foram atingidas durante a madrugada.
As sirenes voltaram a soar na capital do país neste sábado, enquanto a Força Aérea ucraniana alertava para novas ondas de drones.
Outras mortes foram registradas ao longo do dia. Segundo o governador regional, Tymur Tkachenko, uma adolescente de 14 anos morreu em um ataque de drone no distrito de Boryspil. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que uma menina de 2 anos morreu após destroços de um drone abatido atingirem a capital.
A Rússia tem intensificado os ataques aéreos contra a Ucrânia nas últimas semanas, utilizando mísseis balísticos e drones de alta velocidade, considerados mais difíceis de interceptar pelos sistemas de defesa antiaérea ucranianos.




