Trump anuncia criação da Academia Espacial dos EUA

A iniciativa ocorre em meio ao avanço da corrida espacial.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, na sexta-feira (28), uma ordem para criar a Academia Espacial dos Estados Unidos, apresentada como uma nova instituição militar e civil inspirada em academias como West Point.

A iniciativa integra a agenda espacial de Trump, que o presidente e integrantes da Casa Branca classificam como um dos pilares de seu legado. Durante o primeiro mandato, Trump criou a Força Espacial dos EUA, o sexto ramo das Forças Armadas americanas. Atualmente, pretende ampliar o programa espacial norte-americano, com o retorno de astronautas à Lua e, posteriormente, missões tripuladas a Marte.

Uma comissão formada por oito integrantes, liderada pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, ficará responsável por assessorar Trump na criação da instituição. Segundo a ordem presidencial, a academia deverá “desenvolver um corpo profissional de líderes com sólida formação cívica, preparados para promover os interesses americanos no domínio espacial”.

Durante discurso no Centro Espacial Lyndon B. Johnson, em Houston, no Texas, Trump afirmou que pretende definir em breve o local onde a academia será instalada.

Trump afirmou ainda que os Estados Unidos levarão astronautas novamente à Lua até o último ano de seu mandato.

“Uma nação não pode ser a primeira na Terra se quisermos ser a segunda no espaço”, declarou durante a cerimônia de entrega da Medalha de Honra Espacial do Congresso aos quatro integrantes da missão Artemis II.

A tripulação, formada pelo comandante Reid Wiseman, pelo piloto Victor Glover, pela especialista de missão Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, permaneceu mais de nove dias no espaço, orbitou a Lua e percorreu uma distância superior à alcançada por qualquer ser humano anteriormente.

O programa lunar Artemis, que já consumiu bilhões de dólares, prevê o primeiro pouso tripulado em 2028, utilizando o sistema de foguetes Starship, da empresa SpaceX, de Elon Musk. Atrasos no desenvolvimento do veículo colocam o cronograma sob pressão, mas o módulo lunar da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, também em desenvolvimento, pode oferecer uma alternativa.

O programa Artemis compete com os planos da China, que pretende realizar um pouso tripulado na Lua por volta de 2030, após uma série de missões robóticas.

Os dois países buscam estabelecer presença humana permanente no polo sul lunar, região que concentra depósitos de gelo de água considerados estratégicos para futuras operações e para a produção de combustível.

Trump também anunciou que os EUA pretendem lançar, em 2028, uma espaçonave movida a energia nuclear para Marte, que poderá servir como etapa inicial de uma expansão das viagens interplanetárias lideradas pelos Estados Unidos.

Segundo Isaacman, as iniciativas deverão “inspirar a próxima geração” de exploradores. A ordem presidencial afirma que o cumprimento dessas metas exigirá novas instituições voltadas à formação de astronautas, engenheiros e cientistas.


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