EUA terão controle de 65 bi de barris venezuelanos, diz Trump

Isso corresponde a cerca de 21% das reservas de petróleo do país.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que, segundo ele, garantirá aos EUA o controle majoritário sobre reservas venezuelanas equivalentes a mais de 65 bilhões de barris de petróleo, cerca de 21% do total estimado no país.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em parceria com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e empresas privadas.

“Garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem qualquer custo para o contribuinte americano”, escreveu o presidente norte-americano.

Os detalhes do acordo não foram divulgados. Segundo Trump, a operação mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.

A Venezuela possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, e produz atualmente aproximadamente 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia.

O anúncio ocorre em meio à pressão da população sobre o governo americano devido à alta dos preços da gasolina, a poucos meses das eleições de meio de mandato, previstas para novembro. O acesso ao petróleo venezuelano poderia ampliar a oferta disponível às refinarias americanas e contribuir para a recomposição da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA.

Desde a captura e deposição do ex-ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, Washington tem buscado estabelecer um fluxo estável de petróleo venezuelano para o mercado americano.

Em 3 de janeiro, uma operação militar dos Estados Unidos invadiu a Venezuela e capturou Nicolás Maduro. O ex-ditador foi levado para Nova York, onde permanece preso enquanto aguarda julgamento.

Após sua saída, Delcy Rodríguez, então vice-presidente, assumiu interinamente o comando do país. Seu governo adotou medidas de aproximação com Washington, incluindo a libertação de dissidentes políticos e o envio de petróleo aos Estados Unidos.

O secretário de Estado, Marco Rubio, é apontado como uma das principais autoridades americanas envolvidas na condução da política dos EUA para a Venezuela. O líder da diplomacia norte-americana defende uma aproximação com Caracas, especialmente diante da relevância das reservas petrolíferas venezuelanas.

O tema ganhou maior importância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que elevou a pressão sobre os preços internacionais do petróleo.

Enquanto isso, setores da oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos pressionam por avanços nas negociações políticas e pela realização de eleições. A posição também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso americano.

Rubio já afirmou que a Venezuela deveria passar por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e, posteriormente, uma transição eleitoral.


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