Os dados prévios do balancete contábil dos Correios, obtidos pelo portal G1, apontam prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2026. No segundo trimestre, o prejuízo acumulado foi de aproximadamente R$ 2,2 bilhões.
O resultado representa uma redução em relação às perdas registradas nos dois trimestres anteriores, o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, indicando uma melhora parcial na situação financeira da estatal. No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram prejuízo recorde.
Até a manhã desta segunda-feira (17), não havia previsão para a divulgação oficial das informações contábeis. Em nota, os Correios afirmaram que as demonstrações financeiras do primeiro trimestre ainda estavam em processo de fechamento e que a empresa não comenta resultados antes da divulgação oficial.
“As demonstrações financeiras encontram-se em fase de consolidação e serão divulgadas após a aprovação pelas instâncias competentes, em conformidade com os procedimentos de governança da empresa”, informou a estatal.
Entre janeiro e junho, as receitas dos Correios permaneceram praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025. O valor passou de R$ 8,18 bilhões para R$ 8,16 bilhões, uma redução de aproximadamente R$ 28,2 milhões.
As despesas, por outro lado, caíram de R$ 13,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões, uma redução de cerca de R$ 1,1 bilhão.
Apesar do volume elevado de gastos, o resultado ficou abaixo do previsto pela própria empresa. A estatal estimava despesas de R$ 14,8 bilhões no período, o que significa uma diferença positiva de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em relação à projeção.
Embora a receita total tenha apresentado leve queda, alguns segmentos registraram crescimento. O principal avanço ocorreu na prestação de serviços de logística para empresas, que envolve etapas como o recebimento de pedidos, a preparação de encomendas e o envio dos produtos aos consumidores.
A receita desse segmento mais que dobrou, passando de R$ 205 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 423 milhões no mesmo período de 2026.
Os números, contudo, ainda são preliminares e poderão sofrer alterações até a conclusão, aprovação e divulgação oficial das demonstrações financeiras da estatal.




