Os Estados Unidos anunciaram a destinação de mais de US$ 242 milhões (cerca de R$ 1,23 bilhão) em novos recursos para combater a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC), que registra avanço do surto, informou o Departamento de Estado norte-americano nesta quarta-feira (5).
Com o novo aporte, a contribuição financeira de Washington para o enfrentamento da doença no país ultrapassa US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,55 bilhões). O governo norte-americano também pediu que outras nações ampliem seus investimentos na resposta internacional à crise sanitária.
A medida ocorre em meio a críticas ao governo do presidente Donald Trump por causa das restrições de viagens e da criação de um centro de quarentena no Quênia para cidadãos norte-americanos, ações que foram questionadas judicialmente.
O anúncio do novo financiamento coincide com a visita do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, à RDC. No último sábado (1º), o dirigente alertou para o avanço do surto e defendeu o fortalecimento das medidas de resposta sanitária.
A República Democrática do Congo declarou, em 15 de maio, a 17ª epidemia de ebola registrada no país, que possui mais de 100 milhões de habitantes. Segundo as autoridades locais, já foram confirmados 3.874 casos e 1.751 mortes desde o início da atual epidemia.
A doença é uma febre hemorrágica viral transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas ou com fluidos corporais contaminados. A atual epidemia é causada pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacina ou tratamento aprovados.




