PT oficializa candidatura de Haddad ao Governo de São Paulo

O evento reuniu o presidente Lula e Alckmin em Campinas (SP).


O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste sábado (25), durante convenção realizada em Campinas (SP), a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo. Advogado e professor de Ciência Política, Haddad disputará o Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez. Ex-prefeito da capital paulista, ele deixou o comando do Ministério da Fazenda em março deste ano para concorrer ao cargo.

A convenção também confirmou o ex-governador Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador na chapa. O evento reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Em seu discurso, Haddad criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontando problemas nas áreas de segurança pública, saúde, educação e assistência à população em situação de rua. O petista também contestou declarações do governador sobre a Cracolândia e citou dados da Fundação Seade para afirmar que a população em situação de rua aumentou durante a atual administração.

O candidato também fez críticas às privatizações da Sabesp e dos serviços de transporte ferroviário no estado. Segundo Haddad, os processos foram conduzidos de forma acelerada e resultaram na prestação inadequada dos serviços. Como exemplo, citou problemas no abastecimento de água, na qualidade do fornecimento e no aumento das tarifas.

Durante a convenção, o presidente Lula afirmou acreditar que a eleição de 2026 será marcada pelo uso da inteligência artificial (IA) para a disseminação de informações falsas nas redes sociais. Segundo ele, adversários políticos recorrerão à tecnologia para divulgar conteúdos enganosos durante a campanha.

Lula também destacou a importância da trajetória política dos aliados presentes no evento e mencionou a participação de Simone Tebet na eleição presidencial de 2022. O presidente afirmou que, apesar de terem sido adversários naquele pleito, a senadora o tratou com respeito durante os debates e, posteriormente, declarou apoio à sua candidatura no segundo turno.

Marina Silva também discursou e atribuiu a Haddad a ampliação do acesso de estudantes da periferia aos institutos federais (IFs) durante sua passagem pelo Ministério da Educação, destacando a expansão das oportunidades de ensino.

Já Simone Tebet criticou declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, sobre as urnas eletrônicas. A senadora afirmou que as alegações contra o sistema eleitoral já foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acusou setores da oposição de antecipar questionamentos sobre o resultado das eleições.