O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, neste domingo (26), durante convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República nas eleições de 2026. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, também foi confirmado como candidato a vice-presidente, formando uma chapa pura na disputa pelo Palácio do Planalto.
A convenção marca a primeira vez, desde a fundação do PSD, em 2011, que o partido lança um candidato próprio à Presidência da República. Até então, a legenda optava por apoiar candidaturas de outras siglas nas disputas presidenciais.
Em seu discurso, Caiado destacou sua trajetória de mais de quatro décadas na vida pública e afirmou que pretende oferecer uma alternativa à polarização política no país. O ex-governador também ressaltou os resultados de sua gestão à frente do Governo de Goiás, entre 2019 e março de 2026, e defendeu propostas voltadas ao equilíbrio fiscal, ao fortalecimento da segurança pública e ao incentivo ao agronegócio.
Gilberto Kassab afirmou que a candidatura representa um novo projeto para o país e elogiou a experiência administrativa de Caiado. Segundo o presidente do PSD, a chapa busca reunir qualificação técnica, capacidade de gestão e diálogo político para enfrentar os atuais desafios nacionais.
A candidatura de Caiado foi construída após negociações internas no PSD. O ex-governador goiano acabou escolhido para representar a legenda na disputa presidencial após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, de concorrer ao Palácio do Planalto. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também era cotado durante o processo de definição do partido.
Com a oficialização da chapa, Caiado inicia a campanha como uma das opções da chamada “terceira via”, em um cenário eleitoral que também conta com candidaturas já lançadas por outras legendas, como a do senador Flávio Bolsonaro, oficializado pelo Partido Liberal (PL) à Presidência da República. O PSD informou que a campanha de Caiado será concentrada na apresentação de propostas para as áreas de economia, segurança pública, saúde e educação, além da busca por alianças políticas ao longo do processo eleitoral.




