Fortes tempestades atingem diferentes regiões da China nesta semana e provocam um cenário de destruição, com a combinação de tufões, tornados, enchentes e deslizamentos de terra. O desastre já deixou ao menos 15 mortos, centenas de feridos e dezenas de milhares de pessoas desalojadas ou evacuadas, segundo as autoridades chinesas.
A China é atualmente o maior emissor de dióxido de carbono (CO₂) do mundo, respondendo por cerca de 30% das emissões globais. Isso ocorre principalmente em razão do uso intensivo de carvão para a geração de eletricidade e de sua enorme produção industrial.
Na província de Hubei, no centro do país, dois tornados, acompanhados por ventos de até 149 km/h, devastaram cidades, arrancaram telhados, derrubaram árvores, destruíram veículos e danificaram milhares de imóveis. Pelo menos 11 pessoas morreram, centenas ficaram feridas, e equipes de resgate seguem em busca de desaparecidos.
Ao mesmo tempo, o tufão Maysak provocou chuvas torrenciais e enchentes na região autônoma de Guangxi, no sul da China. O transbordamento de rios e o rompimento de um reservatório inundaram bairros inteiros, obrigando as autoridades a elevar o nível máximo de alerta para enchentes e a retirar dezenas de milhares de moradores das áreas de risco.
Imagens divulgadas pela televisão estatal chinesa mostram fortes correntes de água atravessando cidades, embarcações de resgate retirando moradores ilhados e grandes danos à infraestrutura local. As enchentes também afetaram áreas agrícolas e provocaram prejuízos materiais significativos.
Em outra ocorrência, um deslizamento de terra na província de Gansu, no noroeste do país, soterrou dezenas de pessoas. As equipes de emergência continuam as buscas por sobreviventes, enquanto o governo mobiliza recursos para o socorro e a reconstrução.
O presidente chinês, Xi Jinping, determinou que as equipes de resgate façam “todos os esforços” para salvar as vítimas, atender os feridos e prestar assistência aos moradores afetados.
Eventos climáticos extremos são comuns durante o verão chinês, mas especialistas alertam que sua intensidade e frequência têm aumentado em razão das mudanças climáticas, ampliando o risco de desastres naturais em diversas regiões do país, atualmente o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo.




