EUA realizam novos ataques contra múltiplos alvos no Irã

Washington informou que atacou alvos iranianos no Estreito de Ormuz.


As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram, no sábado (27), que realizaram ataques contra múltiplos alvos no Irã por determinação do presidente norte-americano Donald Trump, após Washington acusar Teerã de violar o acordo de cessar-fogo firmado há dez dias.

Em publicação na rede social X, o Exército norte-americano afirmou que o Irã “teve a oportunidade de cumprir o cessar-fogo”, mas optou por descumpri-lo ao atacar um navio nas proximidades do Estreito de Ormuz. Até a última atualização, o regime iraniano não havia se pronunciado sobre os bombardeios.

O acordo em negociação previa o encerramento imediato e permanente das operações militares e estabelecia o compromisso de ambas as partes de não recorrerem ao uso ou à ameaça da força.

Na noite de sábado, Trump voltou a acusar o Irã de desrespeitar o tratado e afirmou que, caso os ataques continuem, os Estados Unidos poderão concluir, por meio da força militar, a operação iniciada contra o país.

Mais cedo, o Irã lançou drones contra o Bahrein, um país neutro na guerra, e um petroleiro foi atacado no Estreito de Ormuz, aumentando o risco de uma nova escalada militar na região. O governo do Bahrein classificou a ação como uma grave ameaça à segurança nacional e informou que drones iranianos atingiram seu território.

A agência estatal iraniana IRNA afirmou que a Guarda Revolucionária atacou alvos ligados às forças norte-americanas na região, sem fornecer detalhes. Já o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) declarou que seus bombardeios atingiram instalações de mísseis, drones e radares costeiros iranianos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou que eventuais divergências sobre o cessar-fogo devem ser resolvidas por meio do diálogo, advertindo que novos atos de violência serão respondidos militarmente.

Enquanto as negociações seguem em andamento, o Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão. Autoridades marítimas britânicas confirmaram um ataque contra um petroleiro na região, sem registro de vítimas ou danos ambientais, e alertaram para o elevado risco à navegação devido à possibilidade de novos ataques e à presença de minas navais.