O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que as Forças Armadas norte-americanas realizarão uma nova e intensa ofensiva contra o Irã durante a noite e declarou que pretende assumir o controle de partes estratégicas da infraestrutura petrolífera e de gás do país. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social.
Na mensagem, Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão o Irã “com muita força” e declarou que, em um futuro próximo, pretendem assumir o controle da Ilha de Kharg e de outros pontos da infraestrutura energética iraniana, alegando que adotariam uma estratégia semelhante à aplicada anteriormente na Venezuela, quando teria ocorrido a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro na madrugada de 3 de janeiro.
O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã. Segundo autoridades norte-americanas, os bombardeios realizados na noite de quarta-feira (10) tiveram como alvo sistemas de vigilância militar, comunicações e instalações de defesa aérea iranianas. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) afirmou que as operações foram uma resposta às ações militares ofensivas do Irã e que as forças norte-americanas permanecem prontas para novos ataques.
Mais cedo, ainda na quarta-feira, o regime iraniano informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado “até novo aviso” em razão da ofensiva norte-americana. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques como “ilegais e criminosos” e declarou que eles tornaram o cessar-fogo estabelecido entre os dois países “praticamente sem sentido”. A pasta também afirmou que a responsabilidade pelas consequências da escalada recai sobre a liderança dos Estados Unidos.
Em entrevista à emissora norte-americana Fox News, Trump disse que autoridades iranianas teriam solicitado a interrupção dos bombardeios, alegação posteriormente negada por Teerã. O presidente norte-americano também afirmou que Israel não participou da operação e não descartou novas ações militares contra o país.
Os ataques norte-americanos foram justificados por Washington como uma resposta à derrubada de um helicóptero Apache pelos iranianos. Enquanto isso, esforços diplomáticos seguem em andamento, embora a troca de ataques entre os dois países continue a ameaçar a estabilidade da região e a manutenção do cessar-fogo.




