Trump diz que Irã derrubou helicóptero e que EUA responderão

O helicóptero americano teria sido atingido por um drone iraniano.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9) que forças iranianas derrubaram um helicóptero militar norte-americano próximo ao Estreito de Ormuz e declarou que Washington “precisará responder” ao incidente.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump relatou ter sido informado pelas Forças Armadas dos EUA de que um helicóptero Apache, em missão de patrulha na região, teria sido atingido por um drone iraniano durante a noite anterior. Segundo ele, havia dois tripulantes a bordo, ambos resgatados com vida e sem ferimentos.

De acordo com uma autoridade militar norte-americana ouvida pelo site Axios, o helicóptero teria sido atingido por um drone iraniano, mas ainda não há conclusão oficial sobre a intencionalidade do ataque. A investigação em curso busca determinar as circunstâncias exatas da ocorrência.

Segundo a imprensa israelense, Washington teria informado a Israel de que os EUA retaliariam o ataque iraniano nas próximas horas desta terça-feira.

O Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês) informou que a aeronave caiu por volta das 18h30 (horário local), enquanto operava no Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes foram resgatados aproximadamente duas horas depois, em uma operação realizada na água com apoio de uma embarcação não tripulada. O Pentágono ainda não confirmou publicamente a causa da queda.

Segundo autoridades militares, este seria o primeiro helicóptero Apache perdido pelos Estados Unidos na atual escalada de tensões no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro. Antes do incidente, o Exército norte-americano já havia registrado perdas de drones na região.

Após a declaração de Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu em tom crítico, sem mencionar diretamente o caso do helicóptero. Ele afirmou que forças estrangeiras próximas ao território iraniano estão expostas a riscos constantes e sugeriu que a redução dessas ameaças dependeria da retirada da presença militar estrangeira na região. O chanceler iraniano também reiterou preferência pela diplomacia, mas afirmou que o país possui outras formas de resposta.