Os militares dos Estados Unidos realizaram ataques, nesta quinta-feira (7), contra os portos iranianos de Qeshm e Bandar Abbas, segundo a emissora norte-americana Fox News. De acordo com o canal, a ofensiva não representa o fim do cessar-fogo nem o reinício formal da guerra.
As duas regiões atingidas ficam próximas ao Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica cujo controle tem sido alvo de disputas entre Washington e Teerã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Mais cedo, a agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. A defesa aérea também foi acionada em Teerã nesta quinta-feira, segundo a agência estatal iraniana Mehr.
Após os ataques, o Comando Militar Conjunto do Irã afirmou que responderá de “forma poderosa” e sem “a menor hesitação” a qualquer ofensiva.
Também nesta quinta-feira, o Irã declarou que três navios de guerra dos EUA posicionados próximos ao Estreito de Ormuz passaram a ser alvo da Marinha iraniana, segundo a agência Tasnim.
No mesmo dia, a mídia estatal iraniana informou, citando uma autoridade militar não identificada, que o país teria realizado um ataque com mísseis contra embarcações militares dos EUA no Estreito de Ormuz. Segundo a imprensa iraniana, a ofensiva ocorreu após um ataque americano contra um petroleiro iraniano.
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram, nesta quinta-feira, que interceptaram ataques iranianos “não provocados” e responderam com “ações de autodefesa”.
Segundo comunicado oficial, três destróieres da Marinha americana transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã quando forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações contra os navios.
O Exército americano afirmou que nenhuma embarcação foi atingida e que “eliminou as ameaças” ao atacar instalações militares iranianas, incluindo “locais de lançamento de mísseis e drones, além de estruturas de inteligência e vigilância”.
Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra. Atualmente, Washington aguarda uma resposta de Teerã sobre uma proposta americana para pôr fim ao conflito.
Na quarta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra terminaria se o Irã “cumprisse o combinado”.




