Segundo uma nova estimativa divulgada neste sábado (9), cerca de 352 mil soldados russos morreram na guerra contra a Ucrânia até o fim de 2025, evidenciando o alto custo humano que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a assumir para alcançar seus objetivos no campo de batalha.
Os dados foram publicados pelos veículos russos exilados Meduza e Mediazona no mesmo dia do desfile anual de 9 de maio, realizado na Rússia para celebrar a vitória sobre a Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
A estimativa sugere ainda que o total de mortos entre russos e ucranianos pode se aproximar de meio milhão de soldados. Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, há mais de quatro anos, o conflito é considerado o mais letal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O cálculo das mortes russas foi elaborado a partir de um banco de dados mantido pela Mediazona e pelo serviço russo da emissora britânica BBC, baseado em publicações em redes sociais, registros de inventários russos e outras fontes públicas. Atualmente, a base reúne quase 218 mil nomes confirmados de militares mortos.
Para chegar ao número estimado de 352 mil mortes, Meduza e Mediazona analisaram o aumento da mortalidade masculina em faixas etárias mais jovens, identificado nos registros de inventários russos, além de informações confirmadas por tribunais russos.
A estimativa não inclui soldados mortos na linha de frente em 2026, nem combatentes estrangeiros ou integrantes de milícias formadas nos territórios ucranianos ocupados que atuam ao lado da Rússia.
Em janeiro, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), think tank sediado em Washington, estimou que, até o fim de 2025, cerca de 325 mil soldados russos e 140 mil soldados ucranianos teriam morrido no conflito.
Segundo a publicação, a Rússia tem adotado medidas para dificultar o acesso a dados sobre militares mortos, removendo ou ocultando registros públicos. Já a Ucrânia divulga números oficiais, embora inferiores às estimativas apresentadas pelo CSIS e por outros grupos independentes.
Diante da escassez de pessoal, a Ucrânia busca aumentar os custos militares impostos à Rússia, com o objetivo declarado de elevar o número de soldados russos mortos ou feridos por mês de 30 mil para 50 mil. Paralelamente, Moscou tem ampliado estratégias de recrutamento, incluindo combatentes estrangeiros e estudantes universitários, para fortalecer sua crescente força de drones.




