A Geração Z, formada principalmente por jovens entre 16 e 29 anos, surge como um dos maiores desafios para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. Pesquisas recentes apontam um crescimento da desaprovação ao governo entre os eleitores mais jovens, grupo que foi importante para a vitória petista em 2022 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que agora demonstra maior distanciamento político.
Um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado em março, mostrou que 72,7% dos jovens entre 16 e 24 anos desaprovam o governo Lula, enquanto apenas 26,7% aprovam a gestão do petista. O índice representa o pior desempenho do presidente entre todas as faixas etárias analisadas, acendendo um alerta para a campanha de reeleição de Lula.
A mudança no humor político entre os mais jovens chama a atenção porque, historicamente, a esquerda costumava ter maior adesão nesse eleitorado. Em 2022, Lula contou com forte apoio de uma parcela significativa dos jovens, especialmente no segundo turno, impulsionado por campanhas de engajamento nas redes sociais e pelo discurso em defesa da democracia.
Agora, porém, o cenário parece diferente. Analistas apontam fatores como a inflação, o aumento do custo de vida, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, a forte presença de discursos políticos nas redes sociais e a rejeição à política tradicional como elementos que ajudam a explicar o afastamento de parte da Geração Z do governo petista.




