Rainha Elizabeth II completaria cem anos nesta terça-feira

A rainha Elizabeth II nasceu em 1926.


O rei Charles III divulgou nesta terça-feira (21) uma mensagem em vídeo na qual relembra a trajetória de serviço público de sua “amada mamãe”, a rainha Elizabeth II (1926–2022), data em que ela completaria 100 anos.

Na gravação, realizada no castelo de Balmoral no início do mês, o monarca afirmou que sua mãe provavelmente teria desaprovado o estado atual do mundo. “Muito do que vivemos hoje, suspeito, a teria perturbado profundamente”, disse, sem detalhar questões específicas, sejam elas domésticas ou internacionais.

Também nesta terça-feira, quando se marca o centenário da monarca mais longeva da história britânica, foi apresentado ao rei Charles III e à rainha Camilla o projeto final de uma estátua de bronze em homenagem à soberana.

A obra, assinada pelo escultor Martin Jennings, retrata Elizabeth II em sua juventude, vestida com as vestes cerimoniais da Ordem da Jarreteira (Order of the Garter, em inglês), a mais antiga e importante ordem de cavalaria do Reino Unido. Com 3 metros de altura sobre um pedestal de 3,4 metros, a escultura se inspira em um retrato de 1955 feito por Pietro Annigoni.

A estátua será instalada no parque St James, no centro de Londres, próximo ao Palácio de Buckingham. A inauguração está prevista para ocorrer no centenário de nascimento da rainha, nesta terça-feira, quando a então princesa Elizabeth nasceu na Bruton Street, no bairro de Mayfair.

Lord Janvrin, presidente do Comitê Memorial da Rainha Elizabeth, afirmou que a representação enfatiza seu papel público. Segundo ele, caso a estátua a mostrasse a cavalo, como chegou a ser considerado, ressaltaria um aspecto mais pessoal.

O projeto memorial no St James’s Park, coordenado por uma equipe liderada pelo arquiteto Lord Foster, também incluirá um busto da rainha em seus últimos anos e uma estátua de bronze do príncipe Philip.

Em sua mensagem, Charles III destacou o legado de sua mãe, descrevendo uma vida marcada por “mudanças notáveis e, ainda assim, a cada década, a cada transformação, ela permaneceu constante, firme e totalmente dedicada ao povo que servia”.

Ele também evocou o otimismo da rainha e sua crença de que “o bem sempre prevalecerá e que um novo amanhecer nunca está longe do horizonte”, defendendo um “amanhã mais feliz”, “fundamentado na paz, na justiça, na prosperidade e na segurança”.

Por fim, lembrou momentos de proximidade com o público, citando “um breve encontro pessoal, um sorriso, uma palavra gentil que elevava o ânimo… ou pelo brilho encantador no olhar ao dividir um sanduíche de marmelada com o urso Paddington nos meses finais de sua vida”.