O esquema bilionário de lavagem de dinheiro, supostamente chefiado por Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, utilizava uma fintech administrada por imigrantes chineses para pulverizar centenas de milhões de reais, segundo investigações da Polícia Federal (PF).
A empresa Golden Cat Processamento de Pagamento foi fundada em 2023, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e concentrava transações relacionadas a jogos de azar, especialmente apostas on-line. De acordo com as autoridades, a instituição não possuía autorização do Banco Central (BC) para operar.
A conexão entre a fintech e o esquema envolvendo o artista é detalhada em decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, que autorizou a Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (15). A ação teve como objetivo cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.
Entre os alvos da operação estavam Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze; Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei; e o próprio Ryan, todos presos temporariamente.
Segundo a investigação, a Golden Cat aparece no “topo da infraestrutura financeira” do esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 260 bilhões, conforme estimativa da Polícia Federal.
Atualmente controlada por Xizhangpeng Hao, a fintech “surge como grande processadora de pagamentos, que movimenta centenas de milhões de reais e funciona como eixo central para a arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais”, diz a decisão da Justiça Federal. Na sequência, os valores eram repassados a empresas ligadas à estrutura criminosa, além de serem enviados ao exterior.
Diante dos indícios reunidos, a Justiça determinou a prisão temporária de Xizhangpeng Hao, de Sun Chunyang, ex-sócio administrador da empresa, e de Jiawei Lin, apontado como destinatário de recursos remetidos para fora do país.




