Os mercados de metais preciosos continuam em forte trajetória ascendente no início de 2026, refletindo um ambiente de elevada aversão ao risco, expectativas de relaxamento da política monetária nos Estados Unidos e intensificação das tensões geopolíticas em todo o planeta. Nesta quarta-feira (14), os preços do ouro e da prata renovaram suas máximas históricas em bolsas internacionais.
Segundo dados do mercado à vista, o ouro avançou de forma consistente e atingiu um patamar superior a US$ 4.640 por onça, estendendo a sequência de recordes observada desde o fim de 2025. Os contratos futuros também registraram elevações expressivas no início do pregão.
A prata, por sua vez, protagonizou um movimento ainda mais robusto, ultrapassando a marca de US$ 91 por onça pela primeira vez na história, impulsionada pela combinação de forte demanda especulativa e pela procura do metal como ativo de proteção, em um cenário marcado por elevada volatilidade nos mercados financeiros.
O avanço dos metais ocorre em um contexto de dados de inflação nos Estados Unidos que se mostraram ligeiramente abaixo das expectativas, reforçando as apostas dos investidores em cortes subsequentes das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, ao longo do ano. Essa perspectiva tende a aumentar a atratividade de ativos que não oferecem remuneração via juros, como ouro e prata, em contraposição aos instrumentos tradicionais de renda fixa.
Paralelamente, analistas apontam que fatores geopolíticos — incluindo tensões persistentes no Oriente Médio e incertezas quanto à autonomia das decisões de política monetária por parte das autoridades norte-americanas — têm intensificado a migração de capital para metais preciosos, considerados refúgios de valor.
A alta dos metais não se limitou ao ouro e à prata. Outros metais, como cobre e estanho, também se valorizaram, sustentados por expectativas de oferta restrita e por sinais de recuperação da atividade manufatureira em economias relevantes, como a chinesa.




