Derrota de Trump nos EUA pode afetar a relação com o Brasil

O resultado também pode afetar as guerras em andamento.

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A derrota do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato (midterms), realizadas na terça-feira (3), deve alterar a dinâmica política do país nos próximos dois anos. Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas terão maior capacidade de fiscalizar o governo e dificultar a aprovação de medidas da Casa Branca.

Historicamente, presidentes que perdem força no Congresso tendem a concentrar esforços na política externa durante a segunda metade do mandato. Entretanto, especialistas avaliam que Trump poderá seguir outro caminho, priorizando questões internas, especialmente o custo de vida e a recuperação de sua popularidade.

Na América Latina, a derrota republicana não deve provocar mudanças imediatas na política americana em relação ao Brasil. Contudo, o novo Congresso poderá ampliar a fiscalização sobre as decisões do governo Trump e questionar integrantes de sua administração, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, principal responsável pela condução dos assuntos relacionados à América Latina no governo americano.

Em relação à Venezuela, especialistas apontam a possibilidade de redução da atenção dos Estados Unidos, enquanto Cuba poderá ganhar maior destaque nas prioridades de Washington.

No Oriente Médio, a nova maioria democrata poderá dificultar a liberação de recursos para financiar a guerra contra o Irã e aumentar a pressão por uma solução negociada. O conflito também contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis e para o desgaste político de Trump.

Quanto a Israel, a possível redução da assistência financeira americana, anunciada por Trump nesta semana, não significa necessariamente o fim da cooperação militar entre os dois países.

Na guerra da Ucrânia, a derrota republicana poderá influenciar as negociações com a Rússia e ampliar a pressão por um acordo de paz, embora ainda existam divergências entre os democratas sobre o nível de envolvimento dos Estados Unidos no conflito.


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